Conheça a primeira escola sustentável da América Latina

Especialista em construções que reutilizam materiais, o arquiteto norte americano Michael Reynalds apresentou, em 2014, o projeto de uma escola à comunidade da villa Jaureguiberry. Dois anos depois, o Uruguai ganhou a primeira escola pública totalmente sustentável da América Latina.

Arquiteto Michael Reynalds. Fonte: ecoeficiente.com.br
Arquiteto Michael Reynalds.
Fonte: ecoeficiente.com.br

Escola de Jaureguiberry

A comunidade fica na costa do Uruguay, a cerca de 77km da capital, Montevidéu, e 55km do famoso balnéario Punta del Este. Além de reutilizar recursos, a ideia do arquiteto é envolver a comunidade e dessa forma humanizar a arquitetura novamente. Após a apresentação do edifício térreo de 270m², cerca de 200 voluntários de 30 nacionalidades colocaram a mão na massa e em 7 semanas a escola virou realidade!

Planta baixa da escola sustentável. Fonte: earthship.com
Planta baixa da escola sustentável. Fonte: earthship.com

 

Corte mostra o corredor-estufa e detalhes que aumentam a eficiência energética da edificação. Fonte: earthship.com
Corte mostra o corredor-estufa e detalhes que aumentam a eficiência energética da edificação. Fonte: earthship.com

Materiais utilizados

A escola foi feita com 60% de material reciclado entre eles: garrafas de plástico, de vidro, papelão, pneus e latas de alumínio. Os outros 40% são materiais usuais da construção civil. Os pneus, por exemplo, são empilhados e recheados com terra bem compactada. Essa técnica permite que a inércia térmica dos materiais deixe os ambientes muito mais frescos e agradáveis que a alvenaria comum. De acordo com Reynolds, pneus com mais de 40 mil km rodados não emitem toxinas nocivas.

Voluntários trabalham no muro de pneus. Fonte: archdaily.com.br
Voluntários trabalham no muro de pneus localizado na fachada sul. O sistema dos pneus conta com a captação da água da chuva diminuindo a temperatura no interior das salas de aula e favorecendo a ventilação cruzada. Fonte: archdaily.com.br

 

Foto da 4ª semana de trabalho na escola. Fonte: archdaily.com.br
Foto da 4ª semana de trabalho na escola. Fonte: archdaily.com.br

Independência

A escola armazena e utiliza água da chuva utilizada nas pias e irrigação. No corredor da fachada norte está a horta que produz alimento orgânico aos alunos e professores. E a energia é proveniente das placas solares na cobertura. O tratamento do esgoto foi feito com materiais recicláveis, coroando a independência da edificação.

Fachada. Fonte: archdaily.com.br
Fachada com muito vidro, madeira e painéis fotovoltaícos. Fonte: archdaily.com.br

 

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A escola ‘se abre’ para a fachada norte, com muito vidro e aberturas aproveitando ao máximo a luminosidade do dia. Esses e outros preceitos da Arquitetura Bioclimática estão presentes no prédio. Fonte: archdaily.com.br

 

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No corredor o arquiteto criou uma estufa que abriga a horta mantida pelos alunos e que aquece as salas de aula nos períodos mais frios do ano.

 

A porta diferenciada de acesso ao corredor também é criação do arquiteto que utilizou garrafas de vidro para criar um efeito belíssimo na parede.
A porta diferenciada de acesso ao corredor também é criação do arquiteto que utilizou garrafas de vidro para criar um efeito belíssimo na parede.

 

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Crianças em aula, na horta. Fonte: hypeness.com.br

 

O arquiteto reboca uma das colunas feita com latas de alumínio do acesso à escola. Fonte: archdaily.com.br
O arquiteto reboca uma das colunas do acesso à escola. Colunas feitas com latas de alumínio . Fonte: archdaily.com.br

 

Primeira escola pública 100% sustentável da América Latina. Fonte: hypeness.com.br
Primeira escola pública 100% sustentável da América Latina. Fonte: hypeness.com.br

Michael dá cursos desse tipo de construção o ano inteiro e já tem datas divulgadas para 2017! A escola fica no Novo México e conta com alojamentos e salas – tudo feito com materiais reutilizados.

Quer saber mais? Acesse o site Earthship e confira mais sobre o projeto. Até o próximo post! 

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