Green Building: certificação e incentivos

Sustentabilidade não é um termo novo, é bastante abrangente e vem crescendo nas últimas décadas. A construção civil é responsável pelo maior impacto sobre o meio, seja na utilização inconsequente dos recursos esgotáveis ou na alteração do ambiente em si, trazendo transtornos ao ecossistema e aos habitantes daquela área. Muito se pesquisou e hoje os selos da arquitetura verde são uma realidade!!

Certificação

Na década de 1990 surgiu a primeira certificação, no Reino Unido e de lá para cá muitos incentivos vêm sendo criados para aumentar o número de prédios com selos e certificados, tornando-os Green. Essas certificações vistoriam aspectos que tornam a edificação ambientalmente responsável.

Em 2007 foi lançado o LBC – Living Building Challenge – sistema baseado em 7 pétalas, dessas emanam 20 requisitos aos quais o prédio é submetido. São feitas duas auditorias: uma no início da entrega da obra e outra 12 meses depois afim de comprovar realmente o desempenho da edificação.

Além da arquitetura verde ser benéfica a todos que dividem esse planeta, os projetos e obras sustentáveis geram ambientes mais agradáveis, saudáveis e confortáveis aos usuários. De acordo com Martins (2009) o custo agregado e esse tipo de construção gira em torno de 5%, recuperados em um período de 2-5 anos. A utilização dos fatores ambientais aumentam o valor de mercado já que chamam a atenção de investidores e compradores potenciais. O prédio gera a própria energia, água, diminui a necessidade de calefação ou ar condicionado, proporcionando economia ao empresário que enxerga longe.

Green building

Construtores aceitaram o desafio e edificaram próximo ao centro de Seattle, nos Estados Unidos, o primeiro edifício comercial de porte médio de acordo com todos os imperativos do sistema Living Building Challenge. O Bullitt Center ou o edifício comercial mais verde do mundo, como eles mesmos denomimam, veja:

Bullitt Center construído em 2013, localizado em Seattle (EUA). Projetado para ser o novo padrão de construção sustentável é referência para empreendedores, construtores, arquitetos e engenheiros. Fonte: bullittcenter.org

 

Bullitt Center durante a construção da cobertura que conta com 575 painéis fotovoltaicos, gerando carga total de 244KW suficiente para manter o prédio comercial de 6 pavimentos. Fonte: archdaily.com

 

No sentido horário: O custo total do projeto foi de 30 milhões de dólares. 1.330m² de placas fotovoltaicas. A madeira utilizada é toda certificada pelo FSC – Forest Stewardship Council. O elevador lento estimula a utilização das escadas. Janelas de vidro do piso ao teto trazem luz natural aos ambientes internos. Lampadas, ventiladores, computadores e equipamentos elétricos necessitam de um interruptor pra funcionar evitando gasto de energia desnecessário. 100% da energia utilizada, da captação de água e tratamentos de resíduos são feitos no local. A obra tem um total de 4.700m² . Cisternas com capacidade para 210mil litros de água coletadas no telhado. 26 poços a 120m abaixo do nível do terreno para aquecer e resfriar o edifício. Existem 21 rotas de ônibus para desestimular o uso do automóvel. Adubo de compostagem. A irresistível escadaria envidraçada tem vista para a Rua Madison. A vida útil do prédio é de 250 anos. Fonte: archdaily.com

 

Green building
O Bullitt é um edifício comercial que conta com o sistema co-working. Além das estações de trabalho, salas de reuniões e eventos podem ser alugadas. O local é referência para aqueles que se interessam por construções ecológicas. Fonte: bullittcenter.org

Conheça mais sobre esse prédio incrível: http://www.bullittcenter.org/

De volta ao Brasil

Energia Solar na sua casa

A cidade espanhola Barcelona foi a primeira da Europa a apresentar lei de energia solar térmica aplicável em todas as novas construções ou reformas. A lei determina que as edificações devem suprir no mínimo 60% de sua água quente com a energia solar.

No final do mês de novembro a CELESC (Centrais Elétricas de Santa Catarina) lançou um programa para incentivar os Catarinenses a instalar placas de captação solar em suas residências. A empresa realizou licitação e irá arcar com 60% do valor da instalação. Hoje o estado é líder na mini e microgeração de energia elétrica distribuída, permitindo trocar créditos com a rede distribuidora no caso da produção exceder a quantidade consumida. Além de reduzir a conta de luz é possível receber créditos para utilizar nos meses seguintes, todo mundo sai ganhando e a natureza agradece!

Construção civil
Fonte: DC Diário Catarinense, ClicRBS.

Água

Em 2015 a ONU publicou um relatório  informando que em 2050 2/3 da população mundial será afetada pela falta de água. Cada um de nós precisa ter essa consciência no dia-a-dia, no trabalho deixar de utilizar copinhos descartáveis por exemplo. Aderir ao dia vegetariano uma vez por semana e em casa além de otimizar a água do banho, na escovação dos dentes e lavando a louça de maneira consciente. Você pode optar por instalar um reservatório da água da chuva. Essa medida simples ajuda e muito!

Existem diversas vantagens na instalação do sistema, a economia na conta pode chegar a 50% no final do mês!

Captação de água da chuva - arquitetura verde
Fonte: idealverde.wordpress.com

Sustentabilidade na construção civil

Não importa o tamanho da sua obra, a ação ambiental precisa estar inerente a todo o processo. Demoramos muito. A maneira como construímos hoje -em 2016- é uma aberração.

Os incentivos estão aí: IPTU verde com abono de até 20%, economia nas contas de luz e água, custeio para instalação de placas fotovoltaicas, diminuição do efeito estufa, ar puro, economia de água, certificação, selo verde.

Vale lembrar que a captação de energia solar e de água pluvial podem ser instalados em casas, condomínios e prédios comerciais. E que além da energia solar e reuso da água devemos empregar materiais ecológicos, buscando sempre um sistema sem exploração (ambiental, animal ou humana), viável economicamente e que se realimente sem poluir.

 

 

 

 

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